Hoje é Dia das Mães. Nada mais justo do que dedicar um dia a esta mulher que tem o dom especial da doação, o dom de possuir um amor incondicional. È verdade. O amor de mãe é incondicional. Não há troca possível, não há barganha, não há negociação capaz de demover a proteção da mãe a seu filho. Não importa o que ele seja. Antes de qualquer classificação, é seu filho. É um amor que só sabe explicar e só o entende aquela que é mãe. Aquela que teve por nove meses seu filho no ventre e, com as lágrimas das dores mais benditas, ouviu, da voz do médico: – É uma menina ou é um menino. A partir daí, o mundo muda para antes e depois daquele sagrado dia em que a mulher se torna mãe. Todas as coisas e pessoas, inclusive ela própria, passam para o segundo plano.
Há um lindo texto de um autor desconhecido que vou transcrever aqui, porque, explicá-lo com outras palavras seria mutilá-lo já que ele é irretocável. Este dia merece a verdade poética contida no relato. Eis a história: Uma criança estava para vir ao mundo e, temerosa da sua futura aventura, buscou Deus e teve, com Ele, o seguinte diálogo:
Criança – Dizem-me que estarei sendo enviado à Terra amanhã… Como vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?
Deus: - Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.
Criança: – Mas diga-me: aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?
Deus: - Seu anjo cantará e sorrirá para você… a cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.
Criança: – Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?
Deus: – Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.
Criança: E o que farei quando eu quiser Te falar?
Deus: – Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar.
Criança:- Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?
Deus:- Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.
Criança: - Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais.
Deus: – Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e eu estarei sempre dentro de você.
Nesse momento havia muita paz no céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança apressada pediu, suavemente:
- Oh Deus se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me, por favor, o nome do meu anjo.
E Deus respondeu: - Você chamará seu anjo… MÃE!
Eu disse que o texto era irretocável e é. Em seu cerne, traz uma grande verdade: mãe, um pássaro assustado quando algo de mal acontece à sua cria e uma leoa de uma fortaleza inimaginável, no momento de decidir o melhor para ela. Assim diz o poeta Mario Quintana: “Mãe… Palavra tão pequenina, / bem sabem os lábios meus, /que és do tamanho do Céu, / e apenas menor que Deus”.
Dedico este texto a minha Mãe e a todas as Mães do mundo.
Professora Marlene Salgado de Oliveira
Reitora UNITRI
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